Não acontece sempre, mas muitas vezes, as famílias que vêm conhecer o 8Oitenta estranham o facto de verem, na mesma mesa e lado a lado, alunos do 2º, 5º, 6º, 9º ano…
Parece estranho, parece confuso, parece difícil.
E é!
É difícil para as crianças terem de esperar um ou dois minutos para que o adulto acabe de conversar com outra criança e se foque em si. Para uns, é difícil falar de equações quando ainda não sabem contar até cem. Para os outros, é difícil ouvir falar de sílabas quando querem ajuda para interpretar o Auto da Barca do Inferno
É difícil para os adultos terem de “dividir” o pensamento entre abecedário, características dos solos, expansão marítima portuguesa, expressões numéricas com potências… É difícil e cansativo e, às vezes, as ideias dão mil voltas em menos de um minuto.
É difícil e podia não ser.
Podíamos organizar tudo de forma a que, em cada hora e em cada mesa, estivessem sempre alunos do mesmo ano de escolaridade e a estudar a mesma disciplina, mas preferimos não o fazer!
É difícil, sim, mas é uma opção muito mais rica e vantajosa!
Os mais novos olham para os mais velhos com admiração. Os mais velhos olham para os mais novos e vêem o que foram há uns anos atrás.
Os mais novos pedem ajuda aos mais velhos. Os mais velhos ajudam os mais novos.
Os mais novos sentem-se crescidos e importantes por falarem e pensarem em conjunto com os mais velhos. Os mais velhos sentem-se importantes e responsáveis pela educação dos mais novos.
Os mais novos sonham… Os mais velhos constroem consciência de si, dos outros, do que é ser criança.
Os mais novos e os mais velhos cooperam e o 8Oitenta concretiza-se.
Todos ganham, todos crescem. Aumentam as probabilidades de sucesso académico para todos, aumenta a certeza de sucesso enquanto pessoas [e esse será sempre o nosso primeiro objetivo].

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